ENCONTRO DE FORMAÇÃO SECETARIADOS
DIOCESANO E REGIONAL DE CATEQUESE (3/3/2013)
“Grandes coisas fez o
Senhor por nós e por isso estamos alegres” Sl126, 3
1º
MÓDULO:
TEMA:
COMO TRABALHAR A UNIDADE DOS CATEQUISTAS NA PARÓQUIA, REGIÃO PASTORAL E DIOCESE
Este tema foi apresentado de forma lúdica,
mas bem objetiva, vivencial e profunda, que levou os catequistas a uma
compreensão de como melhor trabalhar esta dificuldade a partir de sua paróquia.
Foi realizado o que se segue:
CELEBRANDO OS
DONS
Objetivo: Conscientizar sobre
o dom maior da comunidade, a Pessoa de Jesus, dom que gera todos os dons.
-Na vivência do exercício,
motivar os participantes à manifestação do reconhecimento dos dons dos outros.
-Incentivar e fortalecer os
dons dos participantes e motivá-los à reflexão sobre o compromisso do uso dos
dons a serviço da comunidade.
Tempo: aproximadamente
90 m
.
Ambiente: favorável à
movimentação dos participantes. Colocação de 2 mesas para a realização do
trabalho e suporte para afixá-lo.
Material: 2 cartolinas, 1
modelo de tijolo em cartolina, desenhado, canetas hidrocor, tesoura, cola ou
percevejos, 1/4 de folha de papel sulfite e caneta/lápis para cada
participante, crucifixo, vela, fósforo, Bíblia Texto Rm 12,1-21
Estratégia: 1º momento- cada
participante acompanhará
em sua Biblia
Rm
12,1-21 e pedir que um dos participantes leia em voz alta, clara e
pausadamente.
-recomendar que prestem
atenção no sentido do texto, nos dons e frutos citados.
2º momento: distribuir ¼ de
folha de sulfite para cada participante. Pedir que escrevam os dons e frutos
encontrados na leitura e acrescentem os que desejarem. Dar o tempo necessário
para execução: 10m, mais ou menos.
3º momento: pedir
que leiam em silêncio o que escreveram. Solicitar que cada um olhe para (a) o
companheiro (a) à sua direita, reflita sobre quais dons que ele (a) tem e
grife-os na própria relação, sem comentar com ninguém. Dar o tempo necessário,
mas que seja breve. Ao término, pedir que guardem o papel.
4º momento:
fazer a proposta: “Vamos montar uma Igreja. Sobre a mesa há um desenho de
tijolo. Cada um pegue o seu.
5º momento:
convidar os participantes para que ocupem a mesma posição em que estavam
sentados,
Apresentar as propostas por
etapas, dando o tempo necessário à realização de cad uma dela, antes de propor
outra.
1º cada um põe seu nome no
tijolo;
2º cada um entrega se tijolo
ao (a) companheira (a) à esquerda;
3º cada um escreve no tijolo
que recebeu do outro os dons e frutos que reconheceu em seu (sua) companheiro
(a) já assinalados naquela relação.; Não devolver;
6º momento: colocar o suporte
para painel ou cartaz em posição estratégica, para que todos vejam;
-
se for usar cola, forrar o
suporte com papel, no caso de percevejos deixá-los à disposição;
Fazer a proposta: ”cada
um de nós colocará o tijolo que tem em mãos no painel. Antes de colocá-lo vai
dizer quem é o tijolo e com quais dons ou frutos ele (a) contribui para a
construção da Igreja, da comunidade. Depois de dizer, pode afixar o tijolo no
painel e voltar para seu lugar”.
deixar livre para quem quiser começar ou tomar
a iniciativa para dar o exemplo;
deixar que coloquem os
tijolos na posição que quiserem. Não interferir, não alertar para que sejam
colocados próximos um do outro;
7º momento:depois de todos colocarem, pedir
que observem, O que parece? O que está faltando? Deixar que se manifestem.
Naturalmente, sem comentar. Observe também, atente para os detalhes: parece
Igreja? Parece muro, parede? Os tijolos estão próximos uns dos outros?
Distantes? Fora de linha?
Dar um tempo pequeno
para comentários; Mostrar sobre a mesa o crucifixo, a Bíblia e a vela,
Perguntar:
-
Se colocarmos a Bíblia aberta aqui, como uma
porta, melhora? (colocar no painel);
-
E o crucifixo, como teto?
-
E a vela? Onde a colocamos? Apagada? Acesa?
-
(se for o caso)
è
se unirmos os tijolos?
-
E agora, parece Igreja?
8º momento: “o que vocês
acharam da nossa experiência”?
“o que ela nos ensinou”?
Dar tempo para as
manifestações;
Fazer observações conforme
orientações abaixo, mas não se alongar.
Observações para o auxilio do
animador:
1º nós sabemos quais são os dons
e os frutos (o bem que constrói);
2º temos liberdade de nos
construir, fazer o nosso próprio tijolo, mas é o outro quem vê e aprecia as
qualidades do nosso tijolo;
3º se não unirmos nossos dons e
frutos- nossos tijolos- na comunidade, não iremos parecer Igreja;
4º se nos unirmos apenas para
formar grupinhos ao nosso gosto, desfrutando nossos dons e frutos, nosso
tijolos, somente entre nós, sem vivermos a Palavra de Deus, seu Mistério
Pascal, e sem a luz de Cristo (vela), não seremos Igreja, comunidade. Seremos
um muro, uma parede que impede o crescimento do Reino de Deus.
Deixar breve espaço de tempo para
comentários.
APROFUNDANDO
O TEXTO BÍBLICO
OS
“SETE DONS” DA DIVERSIDADE
“Não se amoldem às estruturas
deste mundo, mas transformem-se pela renovação da mente, a fim de distinguir
qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que é agradável a Ele, o que é
perfeito” (Rm 12,2)
1-O primeiro dom citado é a
PROFECIA: ”Quem tem o dom da profecia, deve exercê-lo de acordo com a fé” (Rm
12,6). Não se trata de previsão do futuro. Para Paulo, profecia é a lucidez de
ler o presente, discernir o que é “estrutura deste mundo”, impelindo a
comunidade a caminhar rumo ao futuro. Nem todos têm o dom da profecia, mas
todos podem prestar atenção àquilo que os profetas dizem. Sem profetas a igreja
doméstica acaba se amoldando às estruturas deste mundo.
2-Em segundo lugar vem o dom
do SERVIÇO: “Se tem o dom de serviço, que o exerça servindo” (Rm 12, 7ª). Temos
a impressão de que nas comunidades de Roma o serviço corria o risco de ser um
cargo, ao invés de um encargo. Ao dizer que o “exerça servindo” Paulo estaria
mostrando que o serviço é coisa prática e não teoria. Sem, a dimensão do
serviço as comunidades se tornam competitivas e acabam se amoldando às
estruturas deste mundo, onde o interesse suplanta a gratuidade e o poder se
torna dominação.
3-Em terceiro lugar vem o
ENSINO: “se do ensino, que ensine” (Rm 12, 7b). O ensino corresponde
praticamente à atual catequese. Sem uma catequese renovada, estimulante e
fortemente centrada no Evangelho, isto é, libertadora de vícios e tradições
infundadas, a comunidade se amolda às estruturas do mundo.
4-Em quarto lugar vem o
ACONSELHAMENTO: “se é de aconselhar, aconselhe” (Rm 12, 8ª). O aconselhamento
estava bem perto do ensino, sendo uma decorrência deste. A catequese apontava
os rumos da comunicação. O aconselhamento era o modo de viabilizar, acompanhar
e
estimular a caminhada. Se o
ensino era teórico, o aconselhamento era prático. Sem o aconselhamento a
comunidade pode facilmente se amoldar às estruturas do mundo
5-Em quinto lugar vem a
PARTILHA: “se é de distribuir donativos, faça-o com simplicidade” (Rm 12, 8b).
Paulo aconselha às pessoas que têm esse dom a exercê-lo com simplicidade, sinal
de que partilha podia ser vista como meio de ambicionar posições importantes na
comunidade ou como meio de angariar reconhecimentos. Sem a partilha as comunidades
se amoldam às estruturas deste mundo.
6-Em sexto lugar vem a
PRESIDÊNCIA da comunidade: “se é de presidir a comunidade faça-o com zelo” (Rm
12, 8c). Certamente Paulo estava se referindo aos lideres, aos que coordenam,
recomendando-lhes que fossem zelosos, que gostassem e priorizassem o bem comum.
A presidência que não leva em conta o serviço e a partilha força a comunidade a
se amoldar às estruturas deste mundo.
7-Em sétimo lugar vem a
PRÁTICA DA MISERICÓRDIA: “se é de exercer a misericórdia, faça-o com alegria”
(Rm 12, 8d). A prática da misericórdia está ligada aos cuidados com os doentes,
pobres, idosos e deficientes da comunidade. É trabalhar com o coração, com
alegria, pois sem esses predicados a comunidade estaria se amoldando às estruturas
deste mundo.
Prestar
atenção aos dons da diversidade, pois na maioria das vezes trazemos as
estruturas do mundo para a comunidade, mas não levamos ao mundo como ser
comunidade através de nossa conversão e testemunho: “Vejam como eles se amam”
•
9. Que vossa caridade não seja fingida.
Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem.
•
10. Amai-vos mutuamente com afeição
terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros.
•
11. Não relaxeis o vosso zelo. Sede
fervorosos de espírito. Servi ao Senhor.
•
12. Sede alegres na esperança,
pacientes na tribulação e perseverantes na oração.
•
13. Socorrei às necessidades dos fiéis.
Esmerai-vos na prática da hospitalidade.
•
14. Abençoai os que vos perseguem;
abençoai-os, e não os praguejeis.
•
15. Alegrai-vos com os que se alegram;
chorai com os que choram.
•
16. Vivei em boa harmonia uns com os
outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as
coisa modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos.
•
17. Não pagueis a ninguém o mal com o mal.
Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens.
•
18. Se for possível, quanto depender de
vós, vivei em paz com todos os homens.
•
19. Não vos vingueis uns aos outros,
caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a
vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35).
•
20. Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe
de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões
em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s).
•
21. Não te deixes vencer pelo mal, mas
triunfa do mal com o bem.
9º momento: convite para a
celebração, manter a vela acesa. A partir do painel, formar um circulo. Todos
de mãos dadas, de forma que o painel seja o inicio e o fim do circulo. Convidar
à oração: “Vamos orar, vamos louvar o Senhor, o principio e o fim de tudo, por
todas as nossas descobertas”, concluindo que só conseguiremos a construção da
Igreja de Cristo, não o Templo, com a união de nossos dons, e para isso temos
que saber reconhecer e valorizar os dons que cada um tem, e que todos e cada um
é especial. Ninguém é mais importante que o outro...
Encerrar com um canto sugestivo ao tema.
Agora é
tempo de ser Igreja,/ Caminhar juntos, participar. (2x)
1. Somos povo escolhido/ E na fronte assinalados/
Com o nome do Senhor/ Que caminha ao nosso lado.
2.Somos povo
em missão./ Ja
é tempo de
partir./ È o Senhor que nos envia, / em seu nome a servir
3. Somos povo esperança. / Vamos juntos planejar:/
Se
Igreja a
serviço
/
e a fé testemunhar.
4. Somos povo a caminho / Contruindo em multirão /
Nova terra, Novo reino / De fraterna comunhão.
2º
MÓDULO:
TEMA:
COMO ORGANIZAR A FORMAÇÃO PERMANENTE E SISTEMÁTICA COM OS CATEQUISTAS NA PARÓQUIA
(ESCOLA DE FORMAÇÃO PERMANENTE E SISTEMÁTICA)
A palavra iniciação
significa "levar para dentro", que causa modificação, transformação e
mudança total na vida da pessoa.
Aqui estamos falando do papel
da catequese na sua missão e na caminhada pastoral da Igreja nos novos tempos.
Tendo em
vista a Exortação Apostólica Catechesi Tradendae nº 21: ”há necessidade de se
ter uma catequese bem estruturada e coerente, com um ensino sistemático, não
algo improvisado, mas que siga um programa que lhe permita alcançar um fim
determinado”.
Entendendo
que TODOS estamos em processo catequético, e não somente em preparação para
algum sacramento, viável se torna que os catequistas vivam essa experiência, de
forma que possa ter uma Iniciação Cristã, pois infelizmente, muitos que chegam
não tem uma noção global muito clara da catequese, e acabam sendo apenas
transmissores de doutrina, acompanhando apenas o subsidio que lhes é entregue.
O subsidio
ajuda o catequista a fazer a mesma caminhada do catequizando: por encontro, de
forma sistemática, com participação.
ESTRUTURA
DA OBRA
O texto
foi estruturado tendo como modelo os quatro tempos do RICA (Ritual de Iniciação
Cristã para Adultos).
•
O Primeiro Tempo: Dimensão
Antropológica e Pré-Catecumenato, trata da pessoa humana no mundo em que vive,
seu relacionamento consigo mesmo, com o outro e com Deus, bem como o do anúncio
do querigma, que mostra o amor de Deus por nós e o chamado que recebemos como
catequistas.
•
O Segundo Tempo, denominado Palavra de
Deus, fonte da Catequese Catecumenal, apresenta-se os fatos fundantes da história
da salvação, a salvação
em
Jesus Cristo
, a história da Igreja ao longo dos séculos,
assim como a metodologia catequética baseada na pedagogia de Jesus.
•
O Terceiro Tempo é o tempo da
purificação e da iluminação. Este tempo é dedicado a preparar o coração do
catequista, salientando a necessidade de conversão e de intensa vida de fé
•
O Quarto Tempo é o tempo da Mistagogia
e objetiva que o catequista cresça no conhecimento do Mistério Pascal e
participe com mais conhecimento e conscientização da recepção dos sacramentos
ORIENTAÇÕES
METODOLÓGICAS (RESUMO)
•
Motiva a criatividade de quem coordena
•
Preparação cuidadosa do ambiente revela
a atenção e o carinho de quem recebe. Uma comunidade bem acolhida fica
confortável do início ao fim do encontro: mesa com toalha, flores, Bíblia,
velas, cartazes, som, CDs, folhas de canto, tudo o que se fizer necessário para
que o encontro se torne momento agradável
•
Quem coordena, procure mostrar-se
atencioso e dar as boas-vindas a todos com um sorriso.
•
Pedir as luzes do Espírito Santo
•
Todo o encontro deve ser iniciado com
uma partilha dos acontecimentos da semana e uma revisão do AGIR anterior
procurando-se fazer uma ponte com o tema do dia.
•
Este é o momento do VER que deve ser
enriquecido com dinâmicas, cartazes, textos de jornais, cantos, de maneira a
provocar o catequista e despertar seus interesse para o que se pretende
abordar.
•
A leitura bíblica marca o ILUMINAR,
ocasião em se busca o Deus que nos fala: pode ser precedida por um refrão
repetitivo para dar um toque respeitoso ao momento. A prática da leitura orante
da Bíblia ajuda a maior intimidade com a Palavra de Deus.
•
O AGIR é o que solidifica e que
possibilita uma catequese de atitudes, por isto, é proposto um pequeno
exercício feito em casa para aprofundar o que foi tratado.
•
Ao final da unidade, pode-se incentivar
os catequistas a elaborarem um pequeno texto reflexivo para sintetizar o que
foi aprendido
CELEBRAÇÕES
(RESUMO)
•
O Catecismo da Igreja mostra a relação
entre a catequese e liturgia e afirma:”a liturgia é o ápice para a qual tende a
ção da Igreja, ao mesmo tempo é a fonte de onde emana toda a sua força,
portanto é o lugar privilegiado da catequese do Povo de Deus”. Daí a
importância de celebrar os tempos desta catequese catecumenal a fim de tornar
viva a fé cultivada na doutrina explicita dos encontros
•
As celebrações foram elaboradas com a
intenção de marcar de maneira sensível a passagem de cada etapa, pois cremos
que embora os conteúdos esclareçam e ampliem a visão do catequista, o que converte
o coração é o que se celebra. Por isso devem ser muito bem preparadas
SUMÁRIO
|
PRIMEIRO TEMPO
•
Dimensão antropológica e pré -
catecumenal
•
Celebração de abertura- Entrega da
Palavra
•
1-O catequista e sua vocação
•
A pessoa do catequista
•
O relacionamento com o outro
•
O mundo em que vivemos
•
O relacionamento com Deus
•
2-Anúncio do querigma
•
Deus me ama e me chama
•
Jesus nos revela que Deus é amor
•
Jesus morreu e ressuscitou
•
Celebração – Entrada no processo
catecumenal
•
SEGUNDO TEMPO
•
A Palavra de Deus, Fonte da Catequese Catecumenal
•
1-A voz da Palavra
•
Deus se comunica através da criação
•
Deus nos fala através dos
acontecimentos
•
Deus nos fala através da Sagrada
Escritura
•
2-O rosto da Palavra
•
O rosto humano de Jesus- Jesus e seu
agir
•
Jesus e suas palavras – Parábolas
•
A morte de Jesus
•
A ressurreição de Jesus
•
3-A casa da Palavra
•
Família
•
Comunidade e Catequese
Comunidade e
Liturgia
|
•
4-O caminho da Palavra – História da
Catequese
•
Catequese de iniciação – Sec. I a V
•
Catequese de imersão (Idade Média)
Séc. VI a XV
•
Catequese de Instrução – Sec. XVI a
XIX
•
Catequese de Comunhão e Participação
– a partir do Sec. XX
•
5-O caminho da Palavra – Metodologia da
Catequese
•
Pedagogia de Jesus
•
Método VER-ILUMINAR-AGIR
•
Celebração da Palavra
•
TERCEIRO TEMPO
•
Purificação e Iluminação
•
O pecado (exorcismo) e o Sacramento
da Reconciliação
•
Creio
•
Pai Nosso
•
Celebração – Renovação dos
compromissos batismais
•
QUARTO TEMPO
•
Catequese Mistagógica
•
Sacramentos
•
Sacramentos da Iniciação Cristã
•
Celebração – da Missão e do Envio
|
PRIMEIRO
TEMPO
Celebração
de abertura- Entrega da Palavra
DIMENSÃO ANTROPOLÓGICA E
PRÉ-CATECUMENATO
“A
catequese possui forte dimensão antropológica. E por isso, ela precisa assumir
as angústias, e esperanças das pessoas e oferecer-lhes as possibilidades de
libertação plena trazidas por Jesus Cristo. Por isso que as situações
históricas e as aspirações autenticamente humanas são também conteúdo da
catequese.” (DNC 42)
“Um processo de catequese de inspiração catecumenal deve
partir do Pré-catecumenato, pois este é o momento do anúncio de um Deus que é
amor e que nos ama do jeito que somos. A explicitação do querigma leva à
conversão e mostra a importância da vida comunitária para os fiéis” (Cf. DNC
45)
CELEBRAÇÃO DE
ABERTURA-ENTREGA DA PALAVRA
Acolhida
(Realizar
uma procissão de entrada dos catequistas em que um (a) catequista entra com
flores; um (a) catequista traz a Bíblia e ao seu lado, dois catequistas levarão
velas. E cada um trará sementes nas mãos.
Animador: Iniciemos nossa celebração, acolhendo cada um
de vocês que quer aprofundar no conhecimento e na vivência da fé cristã para
oferecer uma catequese mais rica aos catequizandos de nossa comunidade,
cantando:
- Um dia escutei teu chamado, divino
recado/batendo no coração/ deixei deste mundo as promessas /e fui bem
depressa
no rumo de tuas mãos.
Tu és a razão da
jornada/ tu és minha estrada
meu guia, meu
fim/No grito que vem do
meu povo/ te
escuto de novo chamando por mim.
Os anos passaram ligeiro/ me fiz um
obreiro do reino de paz e amor/ Nos mares do mundo navego/ e as redes me entrego/
tornei-me teu pescador
Embora tão fraco
e pequeno/ caminho sereno com a força que vem de ti/ A cada momento que passa
revivo
esta graça de ser teu sinal aqui
Dirigente: Louvemos
a Deus pela doação que vocês fazem ao se colocarem, como discípulos missionários,
a serviço da comunidade, cantando:
Em Nome do
Pai,em Nome do Filho, em Nome do Espírito Santo...”
Introdução
Leitor 1: Com
esta celebração queremos dar inicio ao Curso de Formação de Catequistas, na
linha da Iniciação Cristã
em nossa Paróquia. Há
muito tempo, a Igreja vem
percebendo a necessidade de fazer uma catequese que seja mais celebrativa e
vivencial. Uma catequese não apenas de conteúdo, mas também transformadora de
atitudes e comportamentos.
Leitor 2:
Por isso, hoje, os catequistas de nossa comunidade vão receber um exemplar da
Bíblia (simbólico). Essa entrega é para marcar, de maneira solene, que eles
foram convidados e aceitaram se engajar nesse novo modelo de catequese e,
alimentados pelo Pão da Palavra, querem se tornar “fermento na massa”.
Dirigente:
Agora, cada um de nós é convidado a refletir as seguintes questões: O que é a
Bíblia para mim? Um livro de estudos? Um guia para minha vida? Em que momento
eu leio a Bíblia? Quem quiser pode partilhar as respostas a esses questionamentos
em voz alta. (Deixar que alguns falem)
Salmista: Jesus
quando orava ao Pai, meditava os salmos como todo judeu fiel. Vamos meditar o
Sl 119(118) 33-40 que mostra como precisamos nos esforçar para entendermos o
que Deus quer de nós.
Refrão: Tua
Palavra é lâmpada para meus pés, Senhor, lâmpada para meus pés, e luz, luz para
meu caminho. (cantar a cada 2 estrofes)
-O Senhor Deus ensina-me a entender
as tuas leis e eu sempre as seguirei.
-Dá-me entendimento para que eu possa
guardar a tua lei e cumpri-la de todo coração.
-Guia-me pelo caminho dos mandamentos,
pois neles encontro a felicidade.
-Faze com que eu queira obedecer aos
teus mandamentos, em vez de querer riquezas.
-Não me deixes ficar pensando em coisas
sem valor; sê bondoso para comigo, como prometeste.
-Eu sou teu servo, cumpre a promessa
que me fizeste, a promessa que fazes ao que O temem.
-Livra-me dos insultos que me causam
medo; os Teus julgamentos são bons.
-Eu quero muito obedecer às Tuas leis.
Conserva-me vivo, pois Tu és justo.
Proclamação
da Palavra de Deus
Animador: A
Bíblia é o livro por excelência da catequese. Escutar a Palavra de Deus
leva-nos a dar mais valor ao modo de viver em conformidade com alei que está
escrita em nosso coração.
(Uma
catequista pega a Bíblia, ergue-a bem alto e a entrega ao dirigente, enquanto
todos cantam)
Canto: Tua
Palavra é lâmpada para meus pés, Senhor, lâmpada para meus pés, e luz, luz para
meu caminho
Dirigente:
Leitura do Evangelho de Mc 4,1-20
Reflexão:
(nesse momento, o dirigente fará uma breve reflexão sobre a Palavra e alusão à
semente dfistribuida aos catequistas)
Dirigente:
Neste momento façamos alguns instantes de silêncio para aprofundar o que
acabamos de ouvir
(Após esse
momento, cada catequista encaminha-se até o dirigente e recebe, simbolicamente,
a Bíblia com as palavras
J
Dirigente:
Guarda a Palavra em teu coração.
Rezando a
vida e a Palavra de Deus
Leitor 1: Somos
convidados a elevar a Deus nossas preces, pedindo pelos catequistas que, hoje
estão recebendo a Bíblia como sinal para se aprofundarem em sua leitura e se
colocarem a serviço do Reino.
Leitor 2: Deus
de Bondade, fortalece os catequistas de nossa comunidade e os guarde de todo o
mal, rezemos ao Senhor
Todos:
Senhor, escuta a nossa prece.
Leitor 1:
Pai Amoroso, faça com que nossa comunidade esteja pronta a colaborar com os
catequistas sempre que for necessário, rezemos ao Senhor.
Leitor 2:
Pai Misericordioso, que a exemplo desses catequistas, surjam outros homens e
mulheres para integrar a Pastoral Catequética de nossa comunidade, rezemos ao
Senhor,
Dirigente:
Acolhe, ó Deus, as orações de nossa comunidade para que possamos, a cada
dia,ser mais perseverantes na missão que Tu nos destes. Isto te pedimos em Nome
de Jesus.
Encerrando a
Celebração
Dirigente: Que o Deus de toda sabedoria e
bondade torne a todos nós ouvintes dedicados e praticantes fiéis de Sua Palavra
agora e para sempre. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Todos: Para
sempre seja louvado
|
Quero ser teu filho
Contemplar teu brilho
Caminhar no trilho
Dos teus pensamentos
Quero certamente
Ter na minha mente
Permanentemente
Teus ensinamentos
|
E cada dia mais e mais
No livro santo mergulhar
Achar no livro a minha paz
Depois de ouvir o teu falar
|
Tua palavra, meu Senhor
Tornou-se meu alimento
És meu começo e és meu fim
Eu já não vivo sem sentir
Não faz sentido para mim
Viver sem Te ouvir.
|
###################################################################################
1º
ENCONTRO
1-O CATEQUISTA E SUA VOCAÇÃO
•
O ser humano vive à procura de
respostas que deêm sentido à sua vida. Diante do mistério, que é viver,
sentimos uma intensa curiosidade em saber quem somos e o que fazemos aqui.
Porém, quem se lança à grande missão de evangelizar deve ter vivido uma
experiência de amor por Jesus Cristo e ter a consciência de que é uma pessoa
única e insubstituível no mundo. Deve conhecer as próprias possibilidades e
tirar o máximo proveito das qualidades que tem, sabendo que não nascemos
prontos, mas estamos em permanente construção de nossa personalidade. Somos
alguém em função do outro, somos criados para viver em comunhão com os outros,
com o cosmo e com Deus.
•
a)A pessoa do catequista
Somos pessoa em formação e em permanente crescimento, vivendo em um mundo de
mudanças
aceleradas.
A mídia exerce uma influência muito grande sobre pessoas, apresentando imagens
novas, atrativas, e cheias de ilusão e fantasia, como nos dia o Documento de
Aparecida. Em razão disso é necessário refletirmos acerca de nossa identidade
pessoal, quem somos
•
Questões para diálogo:
•
O que significa ser pessoa na
sociedade em que vivemos?
•
E nós, como somos? Quais as qualidades
que temos? Será que somos capazes de escrever, em 2 minutos, 20 qualidades
nossas?
•
Às
vezes, é mais fácil apontar nossos defeitos do que nossas qualidades. Muitas
vezes, nos
sentimos
incapacitados
para realizar um trabalho
porque ainda não percebemos o valor que temos, nem a habilidade para construir
uma identidade plena de valores. Quando rejeitamos alguma parte de nós mesmos
seja limitação ou qualidade, podemos causar efeitos danosos em nossa estrutura
psicológica.
•
Leitura Bíblica: Ef 4,1-12
A
Epístola aos Efésios tem um cunho essencialmente eclesiológico. É uma exortação
aos cristãos para se envolverem no mistério de Cristo para o bem da comunidade.
Fala da nova vida que os seguidores de Cristo têm por estarem unidos a Ele. E
fala também de como essa vida se manifesta nas relações que eles têm uns com os
outros. A fim de ilustrar a união do povo de Deus, na carta são usadas três
figuras para a Igreja: a de um Corpo da qual Cristo é a cabeça (1.22-23); a de
um edifício, do qual Cristo é o alicerce fundamental (2,20-21), e a de um
casal, no qual a Igreja é a esposa, e Cristo é o esposo (5,25-32)
•
Ler o texto em voz alta
•
Em seguida, todos lêem silenciosamente
•
Repetir o versículo que chamou mais a
atenção
Refletir:
O que o texto diz para mim?
O que me impede de assumir algumas tarefas para as quais sou convidado?
•
Para aprofundar:
•
É Deus quem dá os dons para as pessoas
atuarem com maturidade e crescerem na fé. Ninguém
nasce pronto, todos somos
seres incompletos. Ao longo do processo de crescimento, a pessoa vai adquirindo
experiências e desenvolvendo seus dons. Crescimento e mudança são qualidades
pertencentes ao ciclo davida de todos os seres vivos.
•
O catequista é um ser único e
indivisível, querido e amado por Deus como um indivíduo que está
sempre em busca da
completude, tendo no coração o desejo de Deus e do bem. É uma pessoa que ama a
vida e busca o crescimento em todos os segmentos: físico, intelectual e
espiritual. Para isso busca crescer na maturidade humana, no equilíbrio
psicológico, na espiritualidade, ao mesmo tempo em que é pessoa integrada no
seu tempo e se identifica com sua gente (cf. DNC 232)
•
Na realidade, esse perfil é um ideal
que precisa ser alcançado. É importante que o catequista seja alguém que ama a
vida e procura a realização como pessoa. Alguém que busca o autoconhecimento e
que avalia constantemente suas atitudes, identificando qualidades, capacidades
e virtudes. Alguém que reconhece com serenidade suas limitações e procura
superá-las. Quem consegue fazer essa análise de maneira justa, se sente feliz e
tem condições de crescer em maturidade. É necessário procura viver intensamente
e entender com clareza o próprio eu aceitando-se e procurando crescer numa
atualização constante, isto torna a vida plena e traz alegria e satisfação
pessoal.
•
O exercício da catequese quando é frequentemente avaliado e retomado, favorece
o crescimento do equilíbrio do catequista, assim como aprimora seu diálogo e
relacionamento dentro do grupo. Uma sólida espiritualidade, alimentada pela
oração e vivência da Palavra de Deus, possibilita ao catequista realizar a
vocação para a santidade para a qual todos fomos chamados por Deus. Nossos
bispos em Aparecida delinearam características de quem quer se tornar discípulo
de Jesus:
•
•
Na realidade, esse perfil é um ideal
que precisa ser alcançado. É importante que o catequista seja
alguém que ama a vida e procura
a realização como pessoa. Alguém que busca o autoconhecimento e que avalia
constantemente suas atitudes, identificando qualidades, capacidades e virtudes.
Alguém que reconhece com serenidade suas limitações e procura superá-las. Quem
consegue fazer essa análise de maneira justa, se sente feliz e tem condições de
crescer em maturidade. É necessário procura viver intensamente e entender com
clareza o próprio eu aceitando-se e procurando crescer numa atualização
constante, isto torna a vida plena e traz alegria e satisfação pessoal.
O exercício da catequese quando é
frequentemente avaliado e retomado, favorece o crescimento do equilíbrio do
catequista, assim como aprimora seu diálogo e relacionamento dentro do grupo.
Uma sólida espiritualidade, alimentada pela oração e vivência da Palavra de
Deus, possibilita ao catequista realizar a vocação para a santidade para a qual
todos fomos chamados por Deus. Nossos bispos em Aparecida delinearam
características de quem quer se tornar discípulo de Jesus:
•
“Como características do discípulo,
indicadas pela iniciação cristã destacamos: que ele tenha como centro a pessoa
de Jesus Cristo, nosso Salvador e plenitude de nossa humanidade, fonte de toda
maturidade humana e cristã, que tenha o espírito de oração, seja amante da
Palavra, pratique a confissão frequente e participe da Eucaristia. Que se
insira cordialmente na comunidade eclesial e social, seja solidário no amor e
fervoroso missionário” (DAp 292)
Depois
do que refletimos hoje, o que podemos dizer a Deus?
•
Em círculo, de mãos dadas, propor que
cada um expresse em forma de oração o que acha que
ainda lhe falta completar
para atingir a maturidade como pessoa de fé. Em que o grupo pode ajudar?
•
Para refletir e agir
•
Ler e aprofundar em casa o texto Ef
4,12
Bênção
Ó Senhor que fizeste o ser humano inferior
somente a Ti mesmo e lhe deste a glória e a honra de um rei, abençoa estes teus
amigos que querem crescer como pessoa à Tua imagem e semelhança. Amém!
CANTO
1-Um dia
escutei teu chamado, divino recado/batendo no coração/ deixei deste mundo as
promessas /e fui bem depressa
no rumo de
tuas mãos.
Tu és a
razão da jornada/ tu és minha estrada/ meu guia, meu fim/No grito que vem
do
meu povo/ te escuto de novo chamando
por mim.
2-Os anos
passaram ligeiro/ me fiz um obreiro do reino de paz e amor/ Nos mares do mundo
navego/ e as redes me entrego/ tornei-me teu pescador
3-Embora
tão fraco e pequeno/ caminho sereno com a força que vem de ti/ A cada momento
que passa revivo esta graça de ser teu sinal aqui
3º
MÓDULO:
TEMA:
COMO TRABALHAR O
ENCONTRO COM PAIS,
TAMBÉM DE FORMA
PERMANENTE E
SISTEMÁTICA
É anseio dos catequistas algo
para os encontros com pais, pois, há uma faca de dois gumes: todos querem
realizar. Mas o que fazer? Isso gera insegurança. E acaba-se, muitas vezes, não
se realizando, ou algo fragmentado e sem substância.
Na maioria das vezes somente
um se dispõe a dirigir o encontro, e os pais estão ali UNICAMENTE PELOS FILHOS
E NEM SE COGITA QUE O ENCONTRO É PRIMEIRAMENTE PARA SEU CRESCIMENTO, e quando
se encontram com os catequistas de seus filhos, estes não sabem o que falar e
acaba sendo mais algo parecido com ambiente escolar, respondendo à perguntas: “como
está se comportando, participando, etc.” quando na realidade o catequista
deveria perguntar sobre algo relacionado à sua transformação, seu crescimento
no lar, na escola...Em que a catequese tem ajudado...
O
subsidio, vem de encontro a essa lacuna: CATEQUESE FAMILIAR, também organizado
por Dom Eugenio Rixen e Margareth Villaba (Editora “Vozes”), que valoriza o
papel da família como educadora da fé, mas questiona: “quando nos dirigimos às
famílias de nossos catequizandos, uma frase muito comum em nossas realidades é
a seguinte: “Pais vocês são os primeiros catequistas de seus filhos”.
No entanto, antes de fazer esta
afirmativa, deveríamos perguntar à Igreja e a nós, que somos enviados para
evangelizar e catequizar:
Que instrumentos estamos
fornecendo aos pais para cumprirem sua missão.
A
catequese não deve ser só ocasional, reduzida a momentos prévios aos
sacramentos ou à iniciação cristã, mas sim um “itinerário catequético
permanente”
ESTRUTURA DOS
ENCONTROS
OBJETIVO: Define o que se
deseja alcançar com o tema proposto para cada encontro
AMBIENTE: Sugere-se que o
local seja preparado com antecedência e de acordo com o tema a ser tratado,
deixando o ambiente alegre e acolhedor
ACOLHIDA: Este é um momento
importante do encontro. As pessoas precisam ser recebidas com carinho, gestos
simpáticos, mensagens, agrados, dinâmicas, para que se sintam valorizadas e à
vontade
CANTO: Sempre se diz que
cantar é rezar duas vezes, por isso na catequese a musica possui importância
singular. Sugerimos, para os encontros, alguns cantos populares que, se não
forem conhecidos, poderão ser substituídos por outros próprios da realidade.
Eles podem ser apresentados com diversos recursos: cartaz, folhas, livro,
lousa, etc.
OLHANDO A VIDA (VER): O
encontro se realiza a partir da realidade das pessoas, de acontecimentos ou
fatos da vida. Em cada encontro são apresentadas sugestões para refletir o tema
em sintonia com a realidade dos participantes. Elas podem ser adaptadas pelo
catequista de acordo com o contexto e exploradas com criatividade. O VER é o
momento de questionamento a respeito do que pensam as famílias. É importante
escutar, com atenção acolhedora, o que elas têm a dizer.
ABRINDO A BIBLIA (ILUMINAR): Este
é o momento de escutar a Palavra de Deus que vai iluminar a reflexão sobre a
realidade. O ato de abrir a Bíblia para escutar o que ela nos diz será
realizado com dignidade. Sempre que possível, o catequista fará uma entrada
festiva da Bíblia, com cantos, velas e flores e depois da leitura, o livro
sagrado será colocado em um local de destaque. O catequista conduz a reflexão
de acordo com a interpretação da Bíblia pela Igreja, daí a necessidade de uma
formação permanente.
OUVINDO A VOZ DA IGREJA: O
catequista não expõe uma doutrina própria, mas fala em nome da comunidade
eclesial. Por isso nesse item são indicados documentos oficiais da Igreja,
principalmente do Documento de Aparecida, que irão ajudar o catequista na
reflexão e preparação do encontro.
REZANDO A VIDA E A PALAVRA DE
DEUS (CELEBRAR): Momento feliz e privilegiado do encontro com Deus. É
imprescindível que seja criado um clima de oração, suscitando preces
espontâneas, lembrando-se sempre das necessidades das famílias e
relacionando-as com o tema do encontro. É muito importante que sejam utilizados
símbolos, velas e flores, com ampliação destas sugestões de acordo com a
realidade
LEVANDO A PALAVRA DE DEUS
PARA A VIDA (AGIR): Momento de vivenciar e assumir um compromisso a partir do
que foi refletido. Pode ser feito antes ou depois do momento de oração
ENCERRAMENTO DO ENCONTRO: O
catequista pode pedir a algum membro da família (pai, mãe...) para fazer a
benção. A saudação e o canto final podem ser os indicados ou de acordo com
costume local.
SUMÁRIO
|
UNIDADE I- ANÚNCIO
1.
O amor de Deus
2.
O pecado e a misericórdia
3.
A salvação
em Jesus Cristo
4.
O Espírito Santo: amor do Pai e do Filho
CELEBRAÇÃO DA TRINDADE –
DEUS TRINO DE AMOR
UNIDADE II – O DISCIPULADO
1.
Família: primeira comunidade
2.
Discípulos de Jesus
CELEBRAÇÃO DO CREIO
3.
Palavra de Deus: alimento para a nossa fé
4.
Oração: conversa com Deus
CELEBRAÇÃO DO PAI NOSSO
|
UNIDADE III – SACRAMENTOS
-
Sacramentos:
sinais para viver a graça de Deus
-
Sacramentos
de Iniciação
-
Sacramentos
de Cura
-
Sacramentos
de Serviço
CELEBRAÇÃO DA MISERICÓRDIA
UNIDADE IV – VOCAÇÃO E MISSÃO
-
Todos
somos chamados e enviados
-
Profetas:
homens e mulheres que defendem a verdade
-
Maria
de Nazaré e de todos nós
-
A
missão de Jesus é a nossa missão
-
A
missão dos discípulos de Jesus
CELEBRAÇÃO: TODOS SOMOS ENVIADOS
|
COMO APLICAR
1-Cada representante levar
para sua Paróquia, este encontro que se realiza com os pais mensalmente, com
duração de dois anos.
2-Cada catequista realiza com
os pais do seu grupo, pois é a forma de estar junto dos pais e assim melhor
conhecer os catequizandos, e convém que este não seja muito numeroso para
permitir uma melhor participação.
3-Pode envolver a Pastoral do
Batismo (Uma boa oportunidade para começar a unificar as pastorais do Batismo e
Catequese)
4-Pode ser realizado na casa
da família, e pode ser em casas diferentes, sendo o ambiente preparado pela
família que acolhe
5-O catequista reúne os pais
de seu grupo no seu dia de encontro, com a participação do catequizando.
6-Preparar os encontros com
catequistas, orar juntos para eliminar alguma dúvida.
INICIATIVAS
SUGERIDAS PELOS AUTORES:
1-Tornar os catequizandos
missionários da Catequese Familiar
2-Enviar uma carta, elaborada
a partir do coração e com assinatura do pároco, convidando os pais a participar
da Catequese Familiar
3-Fazer uma visita às
famílias com o objetivo de cativar e criar laços, atraindo-as para o caminho de
Jesus
4-Preparar a festa das
inscrições na Catequese Familiar com os catequizandos e famílias. Que esta
festa seja tempo de muita alegria e acolhida afetuosa com a presença do pároco
e representantes de todas as forças vivas da paróquia ou da comunidade.
5-Elaborar uma ficha de
inscrição com os dados necessários para uma boa caminhada como, por exemplo, as
datas de nascimento e de casamento, para que sejam celebradas no decorrer dos
encontros.
6-Manter os laços criados na primeira
visita, na festa das inscrições e em outros momentos espontâneos, para que os
catequistas possam pouco a pouco conhecer a historia da vida destas famílias. É
a partir desta história que elas devem ser amadas, respeitadas e acolhidas.
Nesse processo, muito cuidado com as palavras, pois elas podem revelar
moralismos que não levam a nada.
QUANTO AO MELHOR
TEMPO PARA A FESTA DAS INSCRIÇÕES:
•
A proposta de uma Catequese Familiar é
inovadora. O processo catequético passa a ser não só da responsabilidade da
Igreja, mas também uma tarefa dos pais dos catequizandos. Precisamos enfatizar
este aspecto à comunidade e, para isto, pensamos em marcar, significativamente,
o inicio das atividades com um momento de festa, de celebração, quando serão
feitas as inscrições. Podemos aproveitar o tempo do Advento, Natal ou Quaresma,
quando as famílias já se encontram envolvidas em novenas e campanhas. Cada
Comunidade pode planejar a melhor época de acordo com sua realidade. A equipe
de Catequese familiar pode aproveitar para visitar e convidar as famílias para
a festa das inscrições.
1º ENCONTRO: O
AMOR DE DEUS
OBJETIVO: anunciar às
famílias que Deus ama gratuitamente cada um de nós, por isso enviou seu Filho
Jesus Cristo, que veio para que todos tenham vida em abundância.
AMBIENTE: Preparar uma
pequena mesa com flores, vela e Bíblia. Podem ser usados cartazes com figuras
de famílias de diversas etnias e condições sociais
ACOLHIDA:
•
Acolher as famílias de maneira que elas
se sintam queridas e valorizadas. Falar do amor de Deus, demonstrando carinho
desde o momento da acolhida
•
Preparar um modelo afetuoso de
apresentação para que catequistas e pais se conheçam
•
Conversar com os pais para verificar as
expectativas que eles têm em relação aos encontro
•
Apresentar aos pais quais são os
objetivos da Catequese Familiar
OLHANDO A VIDA
Valorizar a importância de
vir a esse encontro, mesmo com todas as dificuldades e trabalhos de todos.
Conduzir o grupo de modo a reconhecer que somente o amor que cada um tem por
seus filhos é que motiva estarem reunidos para fazer a Catequese Familiar.
Pedir que relatem casos em pais se doaram pelos seus filhos e depois refletir
com eles a respeito destes fatos, perguntando:
•
Por que um pai, ou uma mãe, se doa
pelos filhos?
•
Os filhos reconhecem o que os pais
fazem por eles?
Comentar que nós fazemos
parte da grande família de Deus, que Jesus Cristo nos ensinou a chamar a Deus e
Pai e que o Pai nos ama como filhos. Refletir sobre como o amor de Deus por nós
de manifesta e como o percebemos
ABRINDO A BÍBLIA
Is 49,15-16; IJo 4,9 - O amor
de Deus
Orientar o grupo a ler o
texto bíblico lenta e atentamente procurando descobrir o que diz sobre o amor
de Deus. Depois da leitura motivar o grupo a realizar um momento de silêncio
Refletir com o grupo utilizando as seguintes questões:
O que os textos
nos fazem pensar?
Que sentido eles
têm para nós?
O que diz para
cada uma de nossas famílias hoje?
Promover
com o grupo um momento de meditação do texto com troca de impressões. Para
isso, convém que o catequista dê testemunho do amor de Deus em sua vida,
relatando algum fato que lhe tenha acontecido e no qual pode senti-lo. Depois
pedir que as famílias façam o mesmo.
OUVINDO A VOZ DA IGREJA
“A história da humanidade,
história que Deus nunca abandona, transcorre sob seu olhar compassivo. Deus
amou tanto nosso mundo que nos deu o Seu Filho. Ele anuncia a Boa Nova do Reino
aos pobres e pecadores. Por isso, nós como discípulos e missionários de Jesus,
queremos e devemos proclamar o Evangelho que é o próprio Cristo. Anunciamos a nossos
povos que Deus nos ama, que Sua existência não é ameaça para o homem, que Ele
está perto com o poder salvador e libertador de seu Reino, que Ele nos
acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a
todas as provas. Os cristãos somos portadores de boas-novas para a humanidade,
e não profetas de desventuras” (DAp,30)
REZANDO A VIDA E A PALAVRA DE DEUS
Comentar com os pais como e quanto Deus nos
tem amado em todos os momentos de nossa caminhada, nos bons e nos difíceis. Por
isso precisamos agradecer Sua presença conosco.
Convidar os pais para que fiquem em atitude
de oração, em pé ou em círculo, como for possível.
Distribuir as folhas de canto
ou apresentar a letra em um cartaz
“Com amor eterno Eu te amei”
Com amor eterno
eu te amei, dei a minha vida por amor. Agora, vai, também ama o teu irmão.
a- Já não somos servos, mas os teus amigos, à tua mesa nos sentamos pra
comermos deste pão.
b-Que nossa amizade se estenda a todos, pois o Cristo nos ensina que o amor é
dom total.
c- Terá recompensa até um copo d'água. O amor que é verdadeiro se traduz em
gesto e vida.
•
d- Cristo, partilhando sua graça e
vida, quer que, unidos, a vivamos sempre entre os irmãos.
e- Se
permanecermos no amor de Cristo, viveremos sua mensagem de esperança e alegria.
f- O pão da
alegria nos alimentou, que ele seja nossa força e nos sustente a caminhada.
Orientar o grupo para rezar o
Sl 136 (135) da seguinte forma:
•
Uma pessoa lê em voz alta os versículos
•
Após a leitura de cada versículo, o
grupo responde com o refrão:
“pois eterno é
Seu amor por nós”
Incentivar o grupo a
acrescentar outros motivos de louvor
Sl 136 (135)
-Louvai o Senhor,
porque Ele é bom
-Louvai o Deus
dos deuses
-Louvai o Senhor
dos senhores
-Louvai o Deus do
céu...
LEVANDO A PALAVRA DE DEUS
PARA A VIDA
Motivar os
pais para que questionem sobre o que o amor de Deus faz em cada um.
Incentivar para que tentem
manifestar esse amor em casa para a família
Propor que façam um
aprofundamento sobre o que vivenciaram neste encontro, refletindo
em casa I Jo
3,11-18
ENCERRANDO O ENCONTRO
Pedir a um pai que profira a
bênção e faça a saudação final
Pode-se criar uma dinâmica
para salientar o significado de abençoar e ser abençoado
BÊNÇÃO: O Deus de amor e da
consolação nos abençõe. Ele que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém
SAUDAÇÃO: Louvado seja Nosso
Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!
CANTO: Sugere-se terminar o
encontro com um canto que pode ser o mesmo do momento de oração
4ºMÓDULO:
TEMA:
IMPORTÂNCIA DO CULTIVO DA ESPIRITUALIDADE
ATIVISMO: UMA
PATOLOGIA GENERALIZADA
Ativismo não
significa só excesso de trabalho, mas fazer as coisas de coração contrariado,
murmurando, reclamando, e pior ainda para aparecer,
agradar a autoridade, cumprir a lei e até para autopromoção.
Outro lado
do ativismo pastoral é a incoerência entre o que se diz e o que se faz. Leva-se
uma vida dupla,
numa “personalidade dupla” e isso é desgaste de energia
e fonte de fadiga.
Quem sofre
o mal do ativismo, pode até não trabalhar muito, mas não reza, não estuda, Inão
descansa,
porque o trabalho virou escapismo, fuga de problemas não
resolvidos.
Cai-se num circulo vicioso: “enche-se
de trabalho e não se tem tempo para o cultivo espiritual e humano”.
O ativista esquece que o
valor e a grandeza da vida não estão naquilo que se faz, mas naquilo que se é.
Quem faz muitas obras para o
Senhor e acaba esquecendo o próprio Senhor por causa das muitas obras
está equivocado. Quem se apega às obras, espera elogios,
gratificações e resultados e geralmente não sabe dar lugar aos outros
Os efeitos do ativismo são muito negativos:
§
irritabilidade,
desgaste, esgotamento, isolamento, doenças, “impaciência apostólica”, queima-se
as pessoas com facilidade e freqüência.
O ativismo é alimentado por
determinadas afeiçoes: desejo de aparecer, competição, rendimento, sucesso.
O ativista peca pela pressa.
Vive sob pressão do tempo e sob sensação da urgência que é a “tirania do
urgente”.
Numa sociedade competitiva e
consumista o ativismo é uma doença cultural que se manifesta no infarto,
agressividade, depressão, stress e falta de tempo, de
meditação, de silêncio e de escuta.
É um comportamento contra a
vida. Um desobediência ao quinto mandamento.
Sobrecarrega-se de
responsabilidades, ambição do sucesso, fazendo do ativismo uma patologia.
O remédio e cura são: oração,
lazer, amizades boas, mudar o estilo competitivo, perfeccionista e apressado,
observar o quinto mandamento e o convite de Jesus “vinde à parte para um lugar
deserto e descansai” (Mc 6,31)
RESUMINDO:
CULTIVAR A ESPIRITUALIDADE
Estando com Jesus, os discípulos foram
observando como o Mestre cultivava a intimidade e o constante encontro com o
Pai, nos acontecimentos da missão, ou à noite, quando se retirava.
Concluindo: Jesus se retirava
para encontrar com o Pai para cultivar:
§
Escuta
do Pai (Jo 5,19) (obediência ao plano do Pai).
§
Fazer
a vontade do Pai (Jo 6,14-15) (salvar a todos)
§
Serviço
aos irmãos (doando até a vida)
§
(E
antes das principais decisões, Jesus retirava-se para a oração conforme Mc
6,45-46 (a escolha dos Doze, Horto das Oliveiras e outros)
A
ESPIRITUALIDADE DO ESPELHO
Já se olhou no espelho?”É uma frase que todos nós já ouvimos: manda
a pessoa se enxergar, ver de fato quem ela é, tomar contato com sua própria
realidade. Espelho realmente é isto: autoconhecimento. Por isso, espelho faz
tanta falta
em casa. Se
o espelho está quebrado, é preciso jogá-lo fora e comprar outro. Não ficamos
sem espelhos, porque precisamos enxergar a nós próprios.
Também é assim em nossa vida espiritual: precisamos de espelho para
reconhecer quem realmente somos e quão bonitos podemos ficar. Os exemplos de
pessoas ousadas, corajosas, coerentes, caridosas nos levam a perceber quanto
ainda somos pequenos e podemos crescer. A vida dos outros é espelho para a
nossa própria vida. Certamente é esse o motivo de haver tantos filmes sobre
biografias de pessoas exemplares: Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, João Paulo
II, Nelson Mandela, São Francisco de Assis... Queremos aprender como essas
pessoas chegaram a ser quem foram, como se tornaram tão boas, ou tão decididas,
ou tão importantes para o mundo.
Precisamos de espelhos que reflitam para nós a luz de Deus, que
sejam palavra viva de Deus, que sejam testemunhas. Entre os primeiros cristãos,
o anúncio da Palavra vinha sempre ligado ao testemunho, como confessa Paulo: “De
modo algum considero minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu a leve
a bom termo a minha carreira e o serviço que recebi do Senhor Jesus, ou seja,
testemunhar o Evangelho da graça de Deus” (At 20,24).
Ser testemunha é falar de Deus com a vida, com os próprios exemplos
e atitudes. As simples palavras, as belas pregações, repletas de poesias,
comovem por um momento, mas pode ser semente levada rápida pelo vento. A
Palavra só é de Deus quando se comunica também pela vida de quem prega. Daí a
grande importância dada aos testemunhos de vida na evangelização. O testemunho
toca e converte; o mero discurso entretém e se esvai.
Como diz o autor da carta aos Hebreus, “estamos rodeados de uma
nuvem de testemunhas” (12,1). Os santos e santas de Deus, canonizados ou não,
são espelhos que refletem para o mundo a luz de Cristo. Olhando para esses
homens e mulheres, vemos Cristo refletido neles, nas mais diversas épocas,
lugares e situações – na família, na educação, no mundo do trabalho, no mundo
da cultura e da ciência, nas comunicações... Dar testemunho é refletir Cristo
para o mundo com a própria vida.
Não é tarefa pequena fazer os outros olhar para nós e enxergar
Cristo. Talvez seja por isso que achemos o apóstolo Paulo meio pretensioso ao
dizer: “Sejam meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (1Cor 11,1).
Para sermos imagem de Cristo no mundo, primeiro é preciso haver luz. Espelho
algum mostra alguma coisa se não for iluminado: espelhos são inúteis nas
trevas. Não podemos refletir a imagem de Cristo se não formos iluminados pela
graça de Deus. É o Senhor quem toma a iniciativa de fazer de nós seus
instrumentos. É Ele quem nos escolhe para sermos imagens de seu Filho no mundo,
e somente na força dele isso é possível.
A luz é sempre boa e pura, porque é o próprio Deus agindo em nós,
mas os espelhos nem sempre são de boa qualidade. Podem estar cobertos de
poeira, sujos, manchados, trincados, quebrados. Podem ser espelhos que mostrem
imagens distorcidas de Cristo. Muitas vezes a Igreja parece uma “casa dos
espelhos”, em que as imagens das pessoas são ora altas, ora baixas, ora gordas,
ora magras, provocando confusão pelas muitas imagens diferentes e simultâneas
de uma mesma pessoa. A pessoa que deseja se aproximar da fé cristã pode sair
mais confusa do que evangelizada ao ver tantas imagens diferentes de Cristo
dentro da Igreja: ora apenas um curandeiro, ou um agitador político, ou um
teólogo revolucionário, ou um príncipe descido dos céus...
- Que espelho sou eu de Cristo?
- Que imagem de Cristo revelo para o mundo como
cristão?
- As pessoas conseguem ver Cristo em mim?
- Não estarei eu muito empoeirado, embaçado, com
trincas?
Olhando para nossa vida, as pessoas deveriam sentir vontade de ser
cristãs; quem contempla Cristo na vida do outro contempla melhor a si mesmo: enxerga
o que há de melhor em si próprio à espera de manifestar-se. Como diz o
documento Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II, a verdade da nossa vida, o
mistério de nós próprios só se torna verdadeiramente claro no mistério da
pessoa de Jesus Cristo (cf. GS 22). Cristo em nós é o que há de melhor
em nós. Se
somos semelhantes
a Cristo, encontramos o melhor de nós próprios. Encontramos a pérola preciosa,
o tesouro escondido no campo – a santidade, que também pode ser chamada de
felicidade.
Ser santo é ser o que se deve ser. Numa perspectiva de fé, ser santo
é ser como Jesus: amar como Ele amou, pensar como Ele pensou, sonhar como Ele
sonhou, sentir o que Ele sentiu, viver como Ele viveu – para lembrar a bela
canção do Padre José Fernandes de Oliveira.
Os papas frequentemente dizem que o mundo precisa de santos. Isso
equivale a dizer que o mundo precisa de mais testemunhas de Cristo, de bons
espelhos que reflitam a sua imagem em nosso tempo.
O testemunho cristão, a santidade de vida não são realidades
inatingíveis. Começam pela meditação da Palavra e pela mudança de vida, no
desejo de assemelhar-se a Jesus, de ser presença de Jesus no mundo. Não um
Cristo a nosso modo e segundo nossas conveniências, mas o bom pastor que
recobra a ovelha perdida; o bom samaritanos que socorre a quem ninguém quer
ajudar; o mestre de fecunda vida de oração; o pregador ousado da Palavra,
contra as injustiças e hipocrisias do seu tempo; o Filho de Deus que deu sua
vida em resgate de muitos.
Ser espelho de Cristo no mundo, espelho no qual as pessoas possam
enxergar o melhor de si mesmas, e também lembrar que nós nunca somos a fonte da
luz. Devemos atrair as pessoas não para nós, mas para Cristo. O sol é Cristo;
nós, a Igreja, os discípulos de Cristo, somos apenas a lua, somos só espelho –
refletimos, com muitas imperfeições, uma luz que não é nossa, mas clareia,
ilumina, aponta caminhos. “Agora vemos como em espelho e de maneira confusa;
mas depois veremos face a face” (1Cor 13,12).
SUGESTÕES PARA UM ENCONTRO DE
ORAÇÃO
·
Material: Bíblia e cópias do texto
acima para todos; um local preparado com quatro espelhos: um empoeirado, um
sujo e embaçado, um trincado e um último em bom estado, vela acesa e flores.
·
Após o sinal da cruz, invoca-se o
Espírito Santo com um canto ou um refrão apropriado.
·
Todos com Bíblia na mão, proclama-se o
texto 2 Cor 4,1-6
·
Lê-se a reflexão acima, dando liberdade
aos participantes para repetir frases tanto da Bíblia quanto do texto
“Espiritualidade do Espelho”.
·
Convidam-se os participantes a se olhar
nos diferentes espelhos e compará-los com diferentes tipos de testemunho
cristão.
·
Momento pessoal de oração: em silêncio,
os participantes retomam a palavra de Deus e meditam sobre como estão sendo
imagens de Cristo no mundo.
·
O animador orienta uma partilha ao
final do momento de oração, concluída com o Pai Nosso e o abraço da Paz
·
Use sua criatividade para incrementar as sugestões aqui
apresentadas
CANTOS GESTUAIS E RECREAÇÃO
1-Renova-me, Senhor Jesus/ já
não quero ser igual/Renova-me Senhor Jesus/ põe
em mim Teu
coração/
Porque tudo que há dentro de
mim/ precisa ser mudado, Senhor/ Porque tudo que há dentro do meu coração/
precisa mais de Ti
2-As minhas mãos estão cheias
do amor de Deus(2x)/Tudo aquilo que toco abençoado será(3x)
Pelo amor de Deus
Este lugar está cheio do amor
de Deus (2x)/Tudo à nossa volta abençoado será (3x)/ pelo amor de Deus
3-Quando Jesus passar/Quando
Jesus passar/passar/passar/Quando Jesus passar/ eu quero estar no meu lugar
No meu telônio jogando a
rede/ sob a figueira ou a caminhar/ buscando água para minha sede/ eu quero ver
meu Senhor passar
4-Jesus Cristo está passando
por aqui/ Jesus Cristo está passando por aqui/
Quando Ele passa tudo se
transforma/ A tristeza vai e alegria vem/
Quando Ele passa tudo se
transforma/ Vem trazendo bênçãos prá você/ prá mim também.
5-Que belo olhinho tem a
formiguinha/ que belo olhão tem o formigão (2x) (mão, pé, orelha...)
A formiguinha sobe na
espiga/pega um grãozinho e ploft no chão (2x)/ Dó ré mi fá/ viva Jesus que vem
nos salvar (2x)
6-A formiguinha pega a folha
e carrega(2x)/ quando uma deixa a outra pega
Veja que mistério glorioso:/
uma formiguinha ensinando o preguiçoso (2x)
Deus não quer preguiçoso em
sua obra (2x/Porque senão o tempo sobra (2x)
1-“TIQUE- TAQUE” (dinâmica de
conhecimento, amizade, integração)
Participantes sentados
em círculo. O
orientador
dirá a todos que deverão procurar conhecer seus vizinhos da direita e da
esquerda, no que se refere a nome , de onde é, passatempo preferido. Após a
conversa, o orientador dirá a todos que os “vizinhos da direita” serão “TIQUE”,
e os “vizinhos da esquerda” serão “TAQUE” e que uando o orientador mostrar
alguém do círculo perguntará: “nome do TIQUE,
a pessoa indicada deverá responder
o nome da pessoa à sua direita. Se o orientador
disser: Passatempo do TAQUE, pessoa deverá
dizer o passatempo preferido do vizinho da esquerda. E assim mostrar várias
pessoas no círculo para dizerem nome, passatempo, de onde é.... Mas ...quando
ouvirem TIQUE TAQUE todos deverão trocar de lugar! Aí o orientador indicará
outras coisas a serem conhecidas: cor dos olhos, nome (sempre!), comida
preferida,. E segue a dinâmica, sempre perguntando a pessoas diferentes.
2-SÍMBOLO IMAGINÁRIO (vivendo
o “faz de conta”: dinâmica que favorece a criatividade, o entrosamento).
Todos
de pé, num círculo. Olhar-se mutuamente. Guardar a fisionomia de cada um. O
orientador, explica
ao grupo que ele tem nas mãos uma bolinha de borracha,
uma bolinha imaginária. E, quem receber essa bolinha dirá o nome de u
participante do grupo e lançará a quem ele chamou pelo nome. Se não souber o
nome de ninguém, pode perguntar e depois lançar a bolinha... Porém, a qualquer
momento, o orientador dirá que de agora em diante, trata-se de uma bola de
voleibol (a dinâmica continua, porém, sempre fazendo a expressão correspondente
(peso e tamanho)de uma bola de voleibol. Variar mais vezes o “faz de conta”.
Como por exemplo: um violão, uma cobra, uma bexiga, uma corrente, um chapéu, um
barril de chope, um bebê...)
“TOCA, PÁRA E CRIA” (dinâmica
para aprofundamento de temas)
Música
tocando. Participantes andando pelo salão. O orientador escreverá na lousa, ou
dirá uma palavra referente a um tema estudado. Ao parar a música, formarão
duplas e conversarão, por um minuto, sobre a palavra escrita (ou dita). Após um
minuto a música recomeça. Desfazem-se as duplas e saem andando pelo salão,
individualmente. Enquanto isso será escrita ou dita outra palavra, (sempre
referente ao tema). Pára a música e o orientador diz “TRÊS”. Deverá Comentar a
nova palavra... em grupo de
”TRÊS”, por
um minuto. Recomeça a música. Todos andando, nova palavra. O orientador irá
formando grupos de 6,de 10 etc., com novas palavras, até formar somente 02
grupos. (Ex: se 30 participantes, dois grupos de 15)
Em seguida separará as
palavras escritas ou ditas, em dois grupos, também, e cada grupo deverá formar
uma só frase com as palavras dadas ao seu grupo. Em um minuto, alguém ou todo o
grupo deverá dizer a frase formada.